Era uma vez
uma vez que não foi
e sem ir
perdeu a vez
ampliou sua pequenez
a vez que era
e deixou de ser
ser sem ser
sem ser sem
vez não vai
vez não vem
vez não veio
mamou num seio
sem leite
sem deleite
mero enfeite
a vez que era
de uma era
que já era.
Era uma vez
que não fez
virou ex
virou nada
missão
abortada.
Quinta-feira, 16 de Julho de 2009
Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
O conceptismo de Antônio Vieira: a cura e o remédio do amor barroco.
O Barroco, surgido no século XVII, possui um traço estilístico calcado na antítese, numa lógica paradoxal em função de uma tensão, posterior ao Renascimento, entre o antropocentrismo e o teocentrismo. Porém, para entendermos as bases que o sustentam, é necessário voltar ao século XVI, quando a Língua Portuguesa é consolidada mediante uma característica antropocêntrica.
Camões, talvez o maior nome renascentista, é o poeta que transcende a poesia medieval. Enquanto um poeta da Idade Média faz um poema para a sua amada, Camões faz um poema sobre o amor. O Renascimento trabalha o amor dentro de uma cena amorosa, mas o amor enquanto reflexão, atribuindo a sua poesia um caráter filosófico. A partir desta nova abordagem, o amor torna-se uma travessia, algo que não tem um fim em si mesmo. O amor ganha um "status" de revelação (definição utilizada pela Teologia).
Dentro do Barroco, o tema "amor" também é tratado intensamente. Sendo retratado como uma passagem, o amor é considerado sublime por atrair dois valores: o valor sensível e o valor suprasensível. Sob o aspecto sensível, o amor está presente numa relação sujeito-objeto. Enquanto o sujeito e o objeto são finitos, temporais, o amor é eterno. Este paradoxo é uma das facetas que marcam o Barroco. Já a Teologia procura a melhor adequação possível nesta antítese. Enquanto o sujeito é ativo, é aquele que deseja, o objeto é passivo, é aquele que é desejado. Porém, o sujeito é sujeito não somente por este fato e sim por não ter certeza de que é desejado.
Esta problemática é o ponto chave do conceptismo de Padre Antônio Vieira sobre a cura e o remédio do amor barroco. Partindo do conceito de amor, ele estabelece esta antítese barroca. O amor como doença é a noção de paixão. É o sujeito quando se sente passivo do objeto. É o vício, a dependência, a subordinação. Já o amor como remédio é o amor oriundo da noção cristã. Se a doença do amor está presa ao objeto, o amor como remédio está vinculado a uma graça divina, a uma infinitude. E sendo eterno, deve dirigir-se a um objeto igualmente infinito: Deus. Deus é o objeto transcedental que faz o amor ser remédio para todos os males.
No "Sermão do Mandato", de 1643, Padre Antônio Vieira refere-se a quatro remédios eficazes do amor: o tempo, a ausência, a ingratidão e o melhorar do objeto. O tempo "tudo cura, tudo faz esquecer". Entretanto Deus está sempre presente como ser atemporal. A ausência mostra seu poder na cura do amor quando "a mudança de ares faz enfermidades desaparecerem". Entretanto Deus nunca está ausente, ele é onipresente. A ingratidão "converte o amor em aborrecimento". Entretanto Deus é aquele que dá sem pedir em troca. E melhorar o objeto? Este entra na questão do sujeito-objeto anteriormente mencionado. Entretanto, quando se tem Deus como objeto, não há o que querer melhorar. Ele é a prefeição.
Camões, talvez o maior nome renascentista, é o poeta que transcende a poesia medieval. Enquanto um poeta da Idade Média faz um poema para a sua amada, Camões faz um poema sobre o amor. O Renascimento trabalha o amor dentro de uma cena amorosa, mas o amor enquanto reflexão, atribuindo a sua poesia um caráter filosófico. A partir desta nova abordagem, o amor torna-se uma travessia, algo que não tem um fim em si mesmo. O amor ganha um "status" de revelação (definição utilizada pela Teologia).
Dentro do Barroco, o tema "amor" também é tratado intensamente. Sendo retratado como uma passagem, o amor é considerado sublime por atrair dois valores: o valor sensível e o valor suprasensível. Sob o aspecto sensível, o amor está presente numa relação sujeito-objeto. Enquanto o sujeito e o objeto são finitos, temporais, o amor é eterno. Este paradoxo é uma das facetas que marcam o Barroco. Já a Teologia procura a melhor adequação possível nesta antítese. Enquanto o sujeito é ativo, é aquele que deseja, o objeto é passivo, é aquele que é desejado. Porém, o sujeito é sujeito não somente por este fato e sim por não ter certeza de que é desejado.
Esta problemática é o ponto chave do conceptismo de Padre Antônio Vieira sobre a cura e o remédio do amor barroco. Partindo do conceito de amor, ele estabelece esta antítese barroca. O amor como doença é a noção de paixão. É o sujeito quando se sente passivo do objeto. É o vício, a dependência, a subordinação. Já o amor como remédio é o amor oriundo da noção cristã. Se a doença do amor está presa ao objeto, o amor como remédio está vinculado a uma graça divina, a uma infinitude. E sendo eterno, deve dirigir-se a um objeto igualmente infinito: Deus. Deus é o objeto transcedental que faz o amor ser remédio para todos os males.
No "Sermão do Mandato", de 1643, Padre Antônio Vieira refere-se a quatro remédios eficazes do amor: o tempo, a ausência, a ingratidão e o melhorar do objeto. O tempo "tudo cura, tudo faz esquecer". Entretanto Deus está sempre presente como ser atemporal. A ausência mostra seu poder na cura do amor quando "a mudança de ares faz enfermidades desaparecerem". Entretanto Deus nunca está ausente, ele é onipresente. A ingratidão "converte o amor em aborrecimento". Entretanto Deus é aquele que dá sem pedir em troca. E melhorar o objeto? Este entra na questão do sujeito-objeto anteriormente mencionado. Entretanto, quando se tem Deus como objeto, não há o que querer melhorar. Ele é a prefeição.
A epopéia e o progresso capitalista em "Panamérica" e "Narradores de Javé."
A função deste trabalho é identificar e focar em dois pontos das obras citadas no título acima que possam ser objetos de comparação e, desta forma, traçar paralelos possíveis e cabíveis de explanações.
A primeira questão a ser levantada aqui e que está presente nas duas obras é a epopéia que existe nelas. "Panamérica" é uma epopéia pop. Por que uma epopéia? Porque narra os feitos do homem moderno e descreve seus mitos em uma espécie de odisséia do seu cotidiano. Por que pop? Porque trabalha com artistas e conceitos que foram colocados ao posto de mitos do nosso tempo (Marilyn Monroe e os filmes hollywoodianos, por exemplo). Entretanto, não é a questão pop que trabalharemos aqui e sim o fato do livro ser uma epopéia que traz uma coleção de feitos de um eu reiterativo: ele dirige uma megaprodução hollywoodiana chamada "A Bíblia", vive um caso de amor com Marilyn Monroe, tem relaxões sexuais com alguns soldados no quartel, mata outros numa guerrilha na selva venezuelana, bate em integrantes da Klu Klux Klan a golpes de karatê e vive aventuras que misturam escatologia e psicodelismo onde a Estátua da Liberdade esmaga multidões aos gritos e bombas queimam o povo, entre outros acontecimentos. Esta saga de um eu anônimo que reúne elementos de toda a América e coloca os europeus como turistas é a prova de que estamos lidando com uma epopéia.
Já no caso de "Narradores de Javé", a epopéia se faz presente da necessidade de se escrever as histórias do povo do Vale do Javé. A cidade será submersa pelas águas de uma represa e seus habitantes acreditam que a única forma do lugar não sucumbir é tendo suas histórias registradas em um livro como patrimônio histórico. Os moradores, ao contarem suas histórias, procuram melhorá-las pelo fato de saberem que elas ficarão eternizadas para o conhecimento de outras gerações. Estas histórias são as epopéias que serão preservadas ao longo do tempo.
Outro ponto relevante tanto no livro quanto no filme é o progresso capitalista. Em "Panamérica", o progresso aparece num capitalismo onipresente que permeia uma América caótica que rompe completamente com o naturalismo. Enquanto isso, em "Narradores de Javé", o progresso capitalista surge como uma consequência dos novos dias - os quais a pacata cidade não está acostumada - que trazem uma empresa interessada no desaparecimento do lugar para seu próprio desenvolvimento. No final do filme, percebe-se que o progresso atua indiferente das histórias das pessoas da cidade.
A epopéia e o progresso capitalista são questões presentes em ambas as obras e que, igual ou diferentemente, atuam sobre elas tanto na construção das histórias quanto nas características específicas que as fazem ser únicas.
A primeira questão a ser levantada aqui e que está presente nas duas obras é a epopéia que existe nelas. "Panamérica" é uma epopéia pop. Por que uma epopéia? Porque narra os feitos do homem moderno e descreve seus mitos em uma espécie de odisséia do seu cotidiano. Por que pop? Porque trabalha com artistas e conceitos que foram colocados ao posto de mitos do nosso tempo (Marilyn Monroe e os filmes hollywoodianos, por exemplo). Entretanto, não é a questão pop que trabalharemos aqui e sim o fato do livro ser uma epopéia que traz uma coleção de feitos de um eu reiterativo: ele dirige uma megaprodução hollywoodiana chamada "A Bíblia", vive um caso de amor com Marilyn Monroe, tem relaxões sexuais com alguns soldados no quartel, mata outros numa guerrilha na selva venezuelana, bate em integrantes da Klu Klux Klan a golpes de karatê e vive aventuras que misturam escatologia e psicodelismo onde a Estátua da Liberdade esmaga multidões aos gritos e bombas queimam o povo, entre outros acontecimentos. Esta saga de um eu anônimo que reúne elementos de toda a América e coloca os europeus como turistas é a prova de que estamos lidando com uma epopéia.
Já no caso de "Narradores de Javé", a epopéia se faz presente da necessidade de se escrever as histórias do povo do Vale do Javé. A cidade será submersa pelas águas de uma represa e seus habitantes acreditam que a única forma do lugar não sucumbir é tendo suas histórias registradas em um livro como patrimônio histórico. Os moradores, ao contarem suas histórias, procuram melhorá-las pelo fato de saberem que elas ficarão eternizadas para o conhecimento de outras gerações. Estas histórias são as epopéias que serão preservadas ao longo do tempo.
Outro ponto relevante tanto no livro quanto no filme é o progresso capitalista. Em "Panamérica", o progresso aparece num capitalismo onipresente que permeia uma América caótica que rompe completamente com o naturalismo. Enquanto isso, em "Narradores de Javé", o progresso capitalista surge como uma consequência dos novos dias - os quais a pacata cidade não está acostumada - que trazem uma empresa interessada no desaparecimento do lugar para seu próprio desenvolvimento. No final do filme, percebe-se que o progresso atua indiferente das histórias das pessoas da cidade.
A epopéia e o progresso capitalista são questões presentes em ambas as obras e que, igual ou diferentemente, atuam sobre elas tanto na construção das histórias quanto nas características específicas que as fazem ser únicas.
Análise comparativa dos poemas abaixo:
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra
(Carlos Drummond de Andrade)
Todos que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!
(Mário Quintana)
Um ponto em comum entre o poema de Carlos Drummond de Andrade e o poema de Mário Quintana é a questão do obstáculo. Este obstáculo é o que será analisado nos dois poemas modernistas.
No primeiro, Drummond (no primeiro verso) escreve a palavra "caminho". Todo caminho só existe quando passamos por ele. E que caminho seria este? Ao relembrarmos que tal poema é uma manifestação modernista (ou seja, pertencente a vanguarda, cheia de ideais para melhorar a sociedade), podemos supor que esté é o caminho traçado por aqueles que desejam dias melhores. Entretanto há uma pedra, diz o eu-lírico. A pedra está no meio do caminho como obstáculo. Não fica claro se o obstáculo foi superado ou não. Pouco importa. O que fica registrado é o momento em que surge: "Nunca me esquecerei desse acontecimento / na vida de minhas retinas tão fatigadas". A "vida de minhas retinas tão fatigadas" passa a idéia de várias pedras superadas ao longo da vida e aquela pedra do poema seria mais uma.
No poema de Mário Quintana, o obstáculo surge no segundo verso: "Atravancando o meu caminho". Aqui, o obstáculo se faz claramente presente diante do caminho do eu-lírico. A mesma explicação vanguardista para o "caminho" de Drummond serve para este "caminho" de Quintana. Entretanto, diferentemente do poema de Drummond, o eu-lírico do segundo poema se mostra vitorioso diante do obstáculo: "Eles passarão... / Eles passarinho!". O "passarão" dá a idéia de algo tão grande (alguém ou algo, no sentido social, talvez) que mal tem forças para se sustentar (um pássaro que não voa por não aguentar seu próprio tamanho). Já o eu-lírico é um "passarinho". Ele pode não ter o mesmo valor social. Porém ele voa e é livre para ir e fazer o que quiser.
Os dois poemas abordam caminhos e obstáculos como uma grande cena de superação em consequência de um ideal.
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra
(Carlos Drummond de Andrade)
Todos que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!
(Mário Quintana)
Um ponto em comum entre o poema de Carlos Drummond de Andrade e o poema de Mário Quintana é a questão do obstáculo. Este obstáculo é o que será analisado nos dois poemas modernistas.
No primeiro, Drummond (no primeiro verso) escreve a palavra "caminho". Todo caminho só existe quando passamos por ele. E que caminho seria este? Ao relembrarmos que tal poema é uma manifestação modernista (ou seja, pertencente a vanguarda, cheia de ideais para melhorar a sociedade), podemos supor que esté é o caminho traçado por aqueles que desejam dias melhores. Entretanto há uma pedra, diz o eu-lírico. A pedra está no meio do caminho como obstáculo. Não fica claro se o obstáculo foi superado ou não. Pouco importa. O que fica registrado é o momento em que surge: "Nunca me esquecerei desse acontecimento / na vida de minhas retinas tão fatigadas". A "vida de minhas retinas tão fatigadas" passa a idéia de várias pedras superadas ao longo da vida e aquela pedra do poema seria mais uma.
No poema de Mário Quintana, o obstáculo surge no segundo verso: "Atravancando o meu caminho". Aqui, o obstáculo se faz claramente presente diante do caminho do eu-lírico. A mesma explicação vanguardista para o "caminho" de Drummond serve para este "caminho" de Quintana. Entretanto, diferentemente do poema de Drummond, o eu-lírico do segundo poema se mostra vitorioso diante do obstáculo: "Eles passarão... / Eles passarinho!". O "passarão" dá a idéia de algo tão grande (alguém ou algo, no sentido social, talvez) que mal tem forças para se sustentar (um pássaro que não voa por não aguentar seu próprio tamanho). Já o eu-lírico é um "passarinho". Ele pode não ter o mesmo valor social. Porém ele voa e é livre para ir e fazer o que quiser.
Os dois poemas abordam caminhos e obstáculos como uma grande cena de superação em consequência de um ideal.
Análise crítica de livro didático.
Este trabalho consiste em analisar criticamente um livro didático do ensino fundamental ou médio, de Língua Portuguesa, sob alguns aspectos que julgamos serem relevantes para despertar o interesse do aluno a respeito do conteúdo ali apresentado e assim contribuir para seu crescimento intelectual de forma natural e eficaz.
O obra aqui escolhida é o livro "Português: Literatura, Gramática e Produção textual" da editora Moderna, cujos autores são Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. A capa da obra traz a foto de um quadro chamado "Banhistas em Asnières" (1884) de Georges Seurat (informação contida no próprio livro). O quadro, como diz sua denominação, nada mais é do que banhistas a beira de um lago em um momento tranquilo, pacífico, aparentemente sem desconforto algum. Desta forma, fica implícito pelo design da capa do livro que tal foto representa um pouco do que esperam que a obra traga ao aluno na hora de usá-lo: um sentimento de prazer que crie um clima confortável de leitura e produção. Sobre a foto mencionada, ainda há o selo da FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) com seu código e o seguinte aviso: "venda proibida". Trata-se de um livro não-consumível - o que vem escrito na capa além do título, suas subdivisões, os nomes dos autores e da editora.
Na folha de rosto temos a mesma foto (em tamanho reduzido), o título, as subdivisões, os nomes dos autores com seus títulos (Leila Lauar Sarmento é licenciada e pós-graduada em Língua Portuguesa pela Universidade Federal de Minas Gerais e professora e coordenadora de Língua Portuguesa em escolas particulares de Belo Horizonte. Douglas Tufano é licenciado em Letras e Pedagogia pela Universidade de São Paulo) assim como o nome dos ilustradores (Rogério Borges, Luiz Fernando Rubino, Ivan Coutinho, Carlos Avalone e Osnei), da editora (Moderna), a edição da obra (primeira), o lugar (São Paulo), o ano (2004) e o carimbo da ABDR (Associação Brasileira de Direitos Reprográficos) alertando sobre o crime que é copiar material não autorizado. Ainda há toda uma parte dirigida ao aluno pedindo para que cuide bem do livro, pois ele será útil para outro aluno no próximo ano letivo. Tanto a capa quanto a folha de rosto focam a necessidade do aluno em conservar o livro didático, de não comercializá-lo nem copiá-lo sem autorização e de devolvê-lo ao final do ano à professora por ser um livro destinado a colégios públicos.
Na apresentação da obra escrita pelos autores, eles afirmam que o intuito do livro é fazer você, aluno (sim, eles utilizam a técnica de se voltar para seu leitor como se aquilo tivesse sido escrito só pra ele, criando uma espécie de aproximação entre ambos), um produtor e leitor de textos críticos, no exercício da cidadania, oferecendo-o um livro instigante, cheio de atividades variadas para que as aulas fiquem mais dinâmicas (assim como a realização de debates sobre temais atuais). No estudo literário, por exemplo, os alunos trabalharão com os movimentos literários dentro dos seus contextos históricos, focando na Literatura Portuguesa como berço da Literatura Brasileira. Já no estudo da Gramática, textos verbais e não verbais os ajudarão na fixação dos conteúdos e na sua adequada aplicação. Por fim, na Produção de Texto, os alunos lidarão com o estudo dos gêneros do cotidiano, com a oralidade, as variantes linguísticas e a interpretação de imagens.
Algumas considerações a respeito da apresentação detalhada no parágrafo acima serão feitos agora. No âmbito literário, é até interessante abordar o contexto histórico dos movimentos literários. Porém, a Literatura aqui deve ser prazerosa, deve despertar o interesse do aluno em ler, e não ser apenas mais uma disciplina para decorar informações. Que os contextos históricos sejam passados brevemente, sem colocar a importância da Literatura em datas, lugares, etc. Em relação ao estudo da Gramática, ela sendo ensinada separadamente do texto - numa linguagem mais informal - diríamos que isto "não cheira bem". A Gramática acontece dentro do texto. Por que separá-los? Na área da Produção Textual, são abordadas as variantes linguísticas (o que seria perfeito para fazer um contraste com a rigidez gramatical , a tal "fixação de conteúdos").
A seguir, temos o sumário. A Literatura, a Gramática e a Produção Textual são divididas em capítulos e, dentro dos capítulos, os conteúdos são apresentados assim como o número da página onde podem ser encontrados.
Neste momento, nossa análise parte para outra fase: eis a hora de verificar se no decorrer do livro didático, o livro apresenta tudo aquilo que foi previamente mencionado pelos autores na apresentação. No campo da Literatura, ilustrações de boa qualidade estão sempre de acordo com o tema relacionado. Há também dicas de filmes e livros sobre os assuntos abordados. Entretanto, alguns textos e/ou poemas não são usados na sua plenitude, ou seja, apenas pedaços são trabalhados. Isso prejudica o aluno na compreensão daquilo que está sendo lido. Além deste fator, os exercícios não trazem reflexão. Não há questões para serem discutidas e sim o famoso questionário sobre o "texto acima". No estudo gramatical, percebe-se que o primeiro item a ser lecionado é a questão das variantes linguísticas (o que, de acordo com a apresentação, deveria vir somente na Produção Textual). Primeiro é contrastada a Gramática e as variantes da língua. Em seguida, tem início a tal "fixação de conteúdos". Tudo começa a ser transmitido como a mais absoluta verdade sem ouvir o que eles têm a dizer sobre o tema e nem deixá-los chegar a conclusão por eles mesmos. Os exercícios gramaticais também trabalham com exemplos já preparados para tal. O aluno não vê a gramática atuando dentro de um texto não preparado para o exercício (em uma conversa na própria sala de aula, por exemplo). Daí nasce a indagação: Por que aprender Gramática? Pra que serve? E se na Literatura alguns textos e/ou poemas já eram trabalhados em partes, esta artimanha é intensificada no ensino da Gramática. Já na Produção de Texto, há a utilização das linguagens verbais e não-vernais. Imagens são trabalhadas como texto, charges e histórias em quadrinhos também são explorados. Um ponto que deve ser ressaltado: há muito mais interpretação de texto do que produção (e na apresentação os autores deixam bem claro que uma das intenções do livro é fazer do aluno um leitor e PRODUTOR de textos críticos). Todavia, notamos a presença de exercícios que pedem troca de idéias, debates, argumentações (situações que os alunos encontrarão no mercado de trabalho futuramente).
Percebemos que no plano pedagógico, o livro muitas vezes deixa a desejar no sentido de não seguir aquilo que está na sua apresentação. É uma obra que se divide entre o tradicional (em sua maioria) e o alternativo (quando os alunos são permitidos a emitir seus pontos de vista - o que acontece mais na Produção de Texto). Seus exercícios são 90% repetição/fixação e abordam os conteúdos como verdades absolutas e a Gramática não é trabalhada com textos e sim exemplos prontos para tal.
A parte final desta análise crítica visa conferir a adequação do livro didático aqui comentado com os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais). Nota-se que os autores da obra oferecem um espaço maior para a opinião do aluno na área de Produção de Texto. A preocupação com os vários tipos de linguagem leva em consideração sua importância dentro do meio social descrita pelo PCN: "A linguagem é considerada aqui como a capacidade humana de articular significados coletivos e compatilhá-los, em sistemas arbitários de representação, que variam de acordo com as necessidades e experiências da vida em sociedade" (P.5). A utilização de imagens como textos, o que muitas vezes confunde os alunos, é outro ponto que pode ser facilmente identificado na nossa sociedade (placas e sinais de trânsito, por exemplo) e que é ressaltado pelo PCN: "As condições e formas de comunicação refletem a realização social em símbolos que ultrapassam as particularidades do sujeito, que passa a ser visto em interação com o outro" (P.6). Ainda lembramos as dicas de filmes e livros dentro do ensino literário e voltamos ao PCN e a aplicação das "tecnologias da comunicação e da informação na escola, no trabalho e em outros contextos relevantes para a sua vida" (P.12). Sobre o ensino da Gramática, o PCN tece um comentário que serve como reflexão não somente a respeito da forma como este livro didático trabalha o ensino gramatical, mas como este conteúdo é abordado na escola de uma forma geral: "Será que a Gramática que se ensina faz sentido para aqueles que sabem Gramática porque são falantes nativos? A confusão entre norma e gramaticidade é o grande problema da Gramática ensinada na escola" (P.16). A respeito da Literatura, recordamos que o livro traz exercícios nada reflexivos, sem a participação dos alunos na criação de conceitos e na descoberta da arte como fenômeno transformador. Vamos ver o que está escrito no PCN sobre o ensino da Literatura? "Aula de expressão em que os alunos não podem se expressar [...]. O conceito de literário é discutido" (P.16). Ou seja, quando ao aluno lhe é permitido falar, temos declarações surpreendentes sobre o que é e o que não é literário, sobre o que é considerado literário só porque um grupo de intelectuais decidiu, etc. Assim a aula se torna um grande debate que fará o aluno, ao final, refletir sobre o assunto e procurar seu próprio caminho dentro do mundo da Literatura.
Esta análise chega ao fim percebendo o quanto este livro didático é falho no que diz respeito a sua adequação ao PCN e na falta de reflexão em áreas como as da Literatura e da Gramática.
O obra aqui escolhida é o livro "Português: Literatura, Gramática e Produção textual" da editora Moderna, cujos autores são Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. A capa da obra traz a foto de um quadro chamado "Banhistas em Asnières" (1884) de Georges Seurat (informação contida no próprio livro). O quadro, como diz sua denominação, nada mais é do que banhistas a beira de um lago em um momento tranquilo, pacífico, aparentemente sem desconforto algum. Desta forma, fica implícito pelo design da capa do livro que tal foto representa um pouco do que esperam que a obra traga ao aluno na hora de usá-lo: um sentimento de prazer que crie um clima confortável de leitura e produção. Sobre a foto mencionada, ainda há o selo da FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) com seu código e o seguinte aviso: "venda proibida". Trata-se de um livro não-consumível - o que vem escrito na capa além do título, suas subdivisões, os nomes dos autores e da editora.
Na folha de rosto temos a mesma foto (em tamanho reduzido), o título, as subdivisões, os nomes dos autores com seus títulos (Leila Lauar Sarmento é licenciada e pós-graduada em Língua Portuguesa pela Universidade Federal de Minas Gerais e professora e coordenadora de Língua Portuguesa em escolas particulares de Belo Horizonte. Douglas Tufano é licenciado em Letras e Pedagogia pela Universidade de São Paulo) assim como o nome dos ilustradores (Rogério Borges, Luiz Fernando Rubino, Ivan Coutinho, Carlos Avalone e Osnei), da editora (Moderna), a edição da obra (primeira), o lugar (São Paulo), o ano (2004) e o carimbo da ABDR (Associação Brasileira de Direitos Reprográficos) alertando sobre o crime que é copiar material não autorizado. Ainda há toda uma parte dirigida ao aluno pedindo para que cuide bem do livro, pois ele será útil para outro aluno no próximo ano letivo. Tanto a capa quanto a folha de rosto focam a necessidade do aluno em conservar o livro didático, de não comercializá-lo nem copiá-lo sem autorização e de devolvê-lo ao final do ano à professora por ser um livro destinado a colégios públicos.
Na apresentação da obra escrita pelos autores, eles afirmam que o intuito do livro é fazer você, aluno (sim, eles utilizam a técnica de se voltar para seu leitor como se aquilo tivesse sido escrito só pra ele, criando uma espécie de aproximação entre ambos), um produtor e leitor de textos críticos, no exercício da cidadania, oferecendo-o um livro instigante, cheio de atividades variadas para que as aulas fiquem mais dinâmicas (assim como a realização de debates sobre temais atuais). No estudo literário, por exemplo, os alunos trabalharão com os movimentos literários dentro dos seus contextos históricos, focando na Literatura Portuguesa como berço da Literatura Brasileira. Já no estudo da Gramática, textos verbais e não verbais os ajudarão na fixação dos conteúdos e na sua adequada aplicação. Por fim, na Produção de Texto, os alunos lidarão com o estudo dos gêneros do cotidiano, com a oralidade, as variantes linguísticas e a interpretação de imagens.
Algumas considerações a respeito da apresentação detalhada no parágrafo acima serão feitos agora. No âmbito literário, é até interessante abordar o contexto histórico dos movimentos literários. Porém, a Literatura aqui deve ser prazerosa, deve despertar o interesse do aluno em ler, e não ser apenas mais uma disciplina para decorar informações. Que os contextos históricos sejam passados brevemente, sem colocar a importância da Literatura em datas, lugares, etc. Em relação ao estudo da Gramática, ela sendo ensinada separadamente do texto - numa linguagem mais informal - diríamos que isto "não cheira bem". A Gramática acontece dentro do texto. Por que separá-los? Na área da Produção Textual, são abordadas as variantes linguísticas (o que seria perfeito para fazer um contraste com a rigidez gramatical , a tal "fixação de conteúdos").
A seguir, temos o sumário. A Literatura, a Gramática e a Produção Textual são divididas em capítulos e, dentro dos capítulos, os conteúdos são apresentados assim como o número da página onde podem ser encontrados.
Neste momento, nossa análise parte para outra fase: eis a hora de verificar se no decorrer do livro didático, o livro apresenta tudo aquilo que foi previamente mencionado pelos autores na apresentação. No campo da Literatura, ilustrações de boa qualidade estão sempre de acordo com o tema relacionado. Há também dicas de filmes e livros sobre os assuntos abordados. Entretanto, alguns textos e/ou poemas não são usados na sua plenitude, ou seja, apenas pedaços são trabalhados. Isso prejudica o aluno na compreensão daquilo que está sendo lido. Além deste fator, os exercícios não trazem reflexão. Não há questões para serem discutidas e sim o famoso questionário sobre o "texto acima". No estudo gramatical, percebe-se que o primeiro item a ser lecionado é a questão das variantes linguísticas (o que, de acordo com a apresentação, deveria vir somente na Produção Textual). Primeiro é contrastada a Gramática e as variantes da língua. Em seguida, tem início a tal "fixação de conteúdos". Tudo começa a ser transmitido como a mais absoluta verdade sem ouvir o que eles têm a dizer sobre o tema e nem deixá-los chegar a conclusão por eles mesmos. Os exercícios gramaticais também trabalham com exemplos já preparados para tal. O aluno não vê a gramática atuando dentro de um texto não preparado para o exercício (em uma conversa na própria sala de aula, por exemplo). Daí nasce a indagação: Por que aprender Gramática? Pra que serve? E se na Literatura alguns textos e/ou poemas já eram trabalhados em partes, esta artimanha é intensificada no ensino da Gramática. Já na Produção de Texto, há a utilização das linguagens verbais e não-vernais. Imagens são trabalhadas como texto, charges e histórias em quadrinhos também são explorados. Um ponto que deve ser ressaltado: há muito mais interpretação de texto do que produção (e na apresentação os autores deixam bem claro que uma das intenções do livro é fazer do aluno um leitor e PRODUTOR de textos críticos). Todavia, notamos a presença de exercícios que pedem troca de idéias, debates, argumentações (situações que os alunos encontrarão no mercado de trabalho futuramente).
Percebemos que no plano pedagógico, o livro muitas vezes deixa a desejar no sentido de não seguir aquilo que está na sua apresentação. É uma obra que se divide entre o tradicional (em sua maioria) e o alternativo (quando os alunos são permitidos a emitir seus pontos de vista - o que acontece mais na Produção de Texto). Seus exercícios são 90% repetição/fixação e abordam os conteúdos como verdades absolutas e a Gramática não é trabalhada com textos e sim exemplos prontos para tal.
A parte final desta análise crítica visa conferir a adequação do livro didático aqui comentado com os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais). Nota-se que os autores da obra oferecem um espaço maior para a opinião do aluno na área de Produção de Texto. A preocupação com os vários tipos de linguagem leva em consideração sua importância dentro do meio social descrita pelo PCN: "A linguagem é considerada aqui como a capacidade humana de articular significados coletivos e compatilhá-los, em sistemas arbitários de representação, que variam de acordo com as necessidades e experiências da vida em sociedade" (P.5). A utilização de imagens como textos, o que muitas vezes confunde os alunos, é outro ponto que pode ser facilmente identificado na nossa sociedade (placas e sinais de trânsito, por exemplo) e que é ressaltado pelo PCN: "As condições e formas de comunicação refletem a realização social em símbolos que ultrapassam as particularidades do sujeito, que passa a ser visto em interação com o outro" (P.6). Ainda lembramos as dicas de filmes e livros dentro do ensino literário e voltamos ao PCN e a aplicação das "tecnologias da comunicação e da informação na escola, no trabalho e em outros contextos relevantes para a sua vida" (P.12). Sobre o ensino da Gramática, o PCN tece um comentário que serve como reflexão não somente a respeito da forma como este livro didático trabalha o ensino gramatical, mas como este conteúdo é abordado na escola de uma forma geral: "Será que a Gramática que se ensina faz sentido para aqueles que sabem Gramática porque são falantes nativos? A confusão entre norma e gramaticidade é o grande problema da Gramática ensinada na escola" (P.16). A respeito da Literatura, recordamos que o livro traz exercícios nada reflexivos, sem a participação dos alunos na criação de conceitos e na descoberta da arte como fenômeno transformador. Vamos ver o que está escrito no PCN sobre o ensino da Literatura? "Aula de expressão em que os alunos não podem se expressar [...]. O conceito de literário é discutido" (P.16). Ou seja, quando ao aluno lhe é permitido falar, temos declarações surpreendentes sobre o que é e o que não é literário, sobre o que é considerado literário só porque um grupo de intelectuais decidiu, etc. Assim a aula se torna um grande debate que fará o aluno, ao final, refletir sobre o assunto e procurar seu próprio caminho dentro do mundo da Literatura.
Esta análise chega ao fim percebendo o quanto este livro didático é falho no que diz respeito a sua adequação ao PCN e na falta de reflexão em áreas como as da Literatura e da Gramática.
Quarta-feira, 1 de Julho de 2009
What students can do to combat test anxiety.
We feel how hard is the life of a student when we are still children. Besides the necessity of going to school every day, we also have to face tests which the result will show if the process of learning is being successful or not. These tests, as time goes by, become a real torture. We find out that for every little thing, tests are made to check if you are capable of something. In other words, they are part of our lives as the anxiety that exists before each one of them.
As a student, it is not simple to try to get free of the pressure. Good grades are essential to prove that we are able to continue our studies. The tension just increases and sometimes it can trouble our performance. But as a teacher, it is more possible to stay out of the "storm" in order to grasp what is going on and to give the students ideas of how to keep calm in moments like these.
The hours before a test are normally defined as a nervous moment in student's lives. They know that the grade of that test will be important to have success in the end og their period. As they are too much involved in it, clearly none of them are able to analyze the situation to get more relaxed. First, they should stop for a moment to reflect about it. After this, it would be interesting to create games among themselves about the subject of the test. They could play it few minutes before the test. And in this way the students would be practing and having fun among their friends. As a result of this idea, we would have better grades and much calmer students.
As a student, it is not simple to try to get free of the pressure. Good grades are essential to prove that we are able to continue our studies. The tension just increases and sometimes it can trouble our performance. But as a teacher, it is more possible to stay out of the "storm" in order to grasp what is going on and to give the students ideas of how to keep calm in moments like these.
The hours before a test are normally defined as a nervous moment in student's lives. They know that the grade of that test will be important to have success in the end og their period. As they are too much involved in it, clearly none of them are able to analyze the situation to get more relaxed. First, they should stop for a moment to reflect about it. After this, it would be interesting to create games among themselves about the subject of the test. They could play it few minutes before the test. And in this way the students would be practing and having fun among their friends. As a result of this idea, we would have better grades and much calmer students.
English language and its importance.
"Where there is a will, there is a way". When I decided to study English to understand the songs of my favorite artists, Shakespeare's words were the light that showed me that I could go farther. Since that day, I understood that English could be more than a tool to get foreign songs. English could be a tool to know the whole world.
I started studying English using songs of American and British artists. I listened to the songs with the lyrics in my hand, checking words, pronunciation, intonation, etc. I did this many times and it helped me a lot with my English. However, there was a moment that I wanted more. I wanted to use, to practice my English not only with music, but with books, videos and, mainly, with people from different countries in order to know different cultures.
To sum up, I can say that what I learned with songs I use a lot in situations like conversation classes, interviews and talking moments. The English that I learned with songs are and were the basis to the English that I use nowadays.
I started studying English using songs of American and British artists. I listened to the songs with the lyrics in my hand, checking words, pronunciation, intonation, etc. I did this many times and it helped me a lot with my English. However, there was a moment that I wanted more. I wanted to use, to practice my English not only with music, but with books, videos and, mainly, with people from different countries in order to know different cultures.
To sum up, I can say that what I learned with songs I use a lot in situations like conversation classes, interviews and talking moments. The English that I learned with songs are and were the basis to the English that I use nowadays.
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